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Pixel Stand e carregadores sem fio: Google Assistente por US$ 80

07:32 | Por Wellington Arruda | 21 de Janeiro de 2019

A tecnologia Qi, desenvolvida pela Wireless Power Consortium, vem ganhando popularidade entre smartphones tops de linha. O conceito de “carregamento sem fio”, neste caso, necessita de uma base para carregamento, o que de fato não o torna wireless, mas sim resume um conceito de carregamento por indução.

Ela foi introduzida em 2008, mas foi em 2016 que aconteceu o “boom”: de lá pra cá, empresas como Nokia, Sony, Samsung, LG, Xiaomi, Huawei, Apple, HTC e muitas outras já lançaram dispositivos compatíveis, e alguns até podem usar a tecnologia de modo “reverso” -- o mais recente Mate 20 Pro da Huawei, por exemplo, pode carregar outros aparelhos usando a tecnologia.

O que faz a “mágica” acontecer é o campo magnético criado para transferir energia entre dois objetos: 1) a base; 2) o smartphone em questão. A principal vantagem, aqui, é ter compatibilidade múltipla com dispositivos e praticidade. A desvantagem, no caso, é a menor taxa de transferência de energia em relação aos cabos.

Algumas empresas também já lançaram bases de carregamento por indução que podem carregar mais de um dispositivo ao mesmo tempo. A Powermat é um desses exemplos e um nome popular no ramo. A Apple também podia ser, mas o AirPower, anunciado para 2017 e prometido para 2018, ainda não foi lançado até a data presente.

E este é um outro ponto interessante da tecnologia Qi. No caso do AirPower, que assim como outras bases utiliza bobinas de cobre para criar o campo eletromagnético, o calor produzido por ele tem sido apontado como empecilho.

Mas, como um dos conceitos da tecnologia é a evolução, chegamos aos acessórios criados especialmente para produtos específicos. O Pixel Stand, por exemplo, foi lançado pensando no Pixel 3 e 3 XL, mas também funciona em outros smartphones que usem a tecnologia Qi.

A diferença, neste caso, é que com o smartphone da linha Pixel ele pode acrescentar novas funções -- ou facilitar o acesso ao Assistente, no caso. O Stand traz um conector de tomada de 18W, mas carrega o smartphone (tanto na vertical quanto na horizontal) com 10W. Em dispositivos que não sejam o novo Pixel, o carregamento é limitado a 5W. Quando o Pixel está em outras bases, o carregamento também é limitado a 5W.

Como há o fato da tecnologia “sem fio” ser mais lenta, foi lançada uma versão “mais rápida” para tentar suprir essa demanda. Há outras bases no mercado, como as da Belkin ou Samsung, para quem quer apenas uma base de carregamento, que chegam a 15W.

Mas, bem, quando conectado, o Pixel Stand utiliza um microprocessador que se conecta ao smartphone Pixel. Não são utilizadas, então, conectividades Bluetooth, NFC ou Wi-Fi. A base mantém o Pixel firme em qualquer orientação, e ainda traz um LED indicador de maneira discreta. A propósito, a única cor disponível para ele é a branca.

Se você entrar nos ajustes encontrará ações rápidas de interação entre o Stand e o smartphone do Google. Quando ele está encaixado, vai ativar o Assistente para ouvi-lo sempre, mas também faz todo o resto, como ler notícias, mensagens e tudo o que você já faz no celular.

A diferença, porém, é que a interface é remodelada para ser mais fácil. Em ligações ou reproduzindo músicas a gente consegue ter um pouco mais dessa noção.

O Stand também está integrado aos modos de Não Perturbe e Bem-estar digital. Isso é importante, já que o conceito é facilitar processos da sua vida, sem precisar tocar no Pixel, e “esconder” notificações e afins o aparelho já faz sozinho, certo?!

No caso, o acessório da Google também quer te ajudar a acordar de boas. Há um modo em que você pode colocar o smartphone na base, e automaticamente no horário de dormir ele vai alterar a coloração do display, reduzir as notificações e, 15 minutos antes de você acordar, ele vai voltando aos poucos à coloração natural e começa a despertar.

Todos esses recursos exclusivos, como o Photo Frame (que transforma o celular numa espécie de moldura do Google Fotos), podem ser levados em consideração. Mas, se você realmente só quer uma base de carregamento e não se importa tanto assim com ter o Assistente olhando para você o tempo todo, o recomendado é olhar para outras opções.

Aqui no Canaltech nós usamos quatro bases no total, além do Stand. Ele foi o mais eficiente para o Pixel, de fato, fornecendo pouco mais de 40% de energia (partindo do zero) em 1 hora. Neste outro modelo da Belkin, o BOOSTUP de 7.5W, e neste outro da Samsung, o carregamento foi limitado a 5W, como já citamos anteriormente.

Nestes casos, falando especificamente do Pixel e para quem apenas quer uma base de carregamento “sem fio”, o mais ideal é optar por versões com valores mais baixos. O conceito de “carregamento rápido wireless“ ainda está confuso e existem divergências entre os aparelhos que compartilham sua capacidade máxima. A limitação do Pixel 3 é o melhor exemplo disto.

Por enquanto, o Pixel Stand é a melhor opção para quem usa o Assistente com frequência e quer usar os outros recursos adicionados pela companhia. A propósito, se você tiver mais de um, pode personalizar ajustes entre eles, já que eles ficam armazenados no microprocessador.

Por outro lado, existem várias outras bases de carregamento que fornecem a mesma frequência de energia, e os US$ 79 cobrados pelo Google talvez são um tanto quanto impactantes para algumas pessoas.

Se você é um fã do Google e tem o seu Pixel 3 por aí, vá em frente, o Stand é bem legal. Se você apenas quer uma base “normal”, opte por outros modelos. Muitos outros smartphones serão lançados com o mesmo suporte, muitas outras bases também, e a tecnologia tende a evoluir. Mas, por hora, parece que nem tudo são flores.

A propósito, se você não tem um Pixel 3 ou 3 XL, nem chegue perto do Stand pois você não terá os mesmos recursos. E bases assim, de qualidade (bem) inferior... bem, é melhor evitá-las, também.

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