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Europa debate veto à Huawei para infraestrutura de 5G, sob medo de espionagem

Por Wagner Wakka | 08 de Fevereiro de 2019 às 18h40
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Huawei

A Huawei vai ter que mostrar seu valor para conseguir entrar no mercado europeu como fornecedora de equipamentos voltados para construção de redes 5G no continente. Recentemente, os Estados Unidos se mostram renitentes em aceitar a entrada da fabricante chinesa sob a acusação de que a Huawei poderia fornecer informações para os serviços de inteligência da China.

No país americano, o presidente Donald Trump passou uma proibição de venda de aparelhos da companhia, comercializados pelas operadoras Verizon e AT&T. Em seguida, o governo diretamente proibiu a utilização de equipamentos de rede, como modems da Huawei.

Apesar de discussões, a Europa ainda se mostra dividida sobre o assunto. Nesta semana, a Itália já se colocou publicamente ao lado da companhia chinesa após rumores de que baniria a fabricante de seu país. O Ministério do Desenvolvimento Econômico emitiu um comunicado apontando que “não há provas de que a Huawei é um perigo nacional”.

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Na França, está em discussão um projeto de lei para endurecer as regras em torno de equipamento de telecomunicações. A proposta é de que o governo tenha que aprovar cada um dos aparelhos que entram no mercado. Na quarta-feira (6), a proposta foi rejeitada no Senado sob o argumento de que não haveria tempo hábil nem investimento disponível no país para fazer esta análise. Contudo, o assunto continua em debate.

No flanco Alemão desta guerra, está o governo de Angela Merkel em cima do muro. O país já se mostrou contrário também a vetar a Huawei na região. Segundo o jornal local Handelsblatt, uma fonte próxima ao governo informou que grande parte do estado pretende rejeitar a proposta de veto.

Contudo, a chanceler já informou em discurso no Japão que pediu à Huawei relatórios de segurança que comprovem que a empresa não tem nenhuma ligação direta com o governo chinês, nem possa enviar informações de usuários da Alemanha. Ainda, a agência de segurança do país europeu também estaria investigando riscos antes de uma decisão sobre a entrada de equipamentos de 5G da Huawei no mercado regional.

As regiões mais diretas sobre o assunto são Reino Unido, Noruega e Polônia, onde se fala abertamente sobre preocupações da entrada destes equipamentos em seus mercados. No território polonês, por exemplo, o caso ganhou ainda mais força depois que um diretor da Huawei foi preso sob a acusação de espionagem na região para o governo chinês. A fabricante nega relação com espionagem.

A discussão pode atrasar a implementação de redes 5G no continente, já que processos burocráticos e redução de concorrência limitam opções de operadoras. A Deutsche Telekom, empresa da Alemanha, já informou que, caso a Huawei seja vetada no país, a estimativa é de que haja um atraso para 2020, portanto, de dois anos, pois a estrutura criada de 5G na região foi feita em cima de 4G existente, que também havia sido fabricado pela Huawei.

Fonte: Hipertextual

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