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B2B or not to be | Resumo semanal do mundo corporativo

Por Stephanie Kohn | 08 de Fevereiro de 2019 às 14h00
Influu

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento.

Tudo junto e misturado

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Depois de o Facebook confirmar que está trabalhando para unificar as mensagens do Instagram, WhatsApp e Messenger, um novo rumor indica que a empresa pretende fazer o mesmo para os clientes corporativos.

Com isso, as empresas poderão ver e responder as mensagens do Instagram e Messenger dentro do aplicativo Gerenciador de Páginas. Isso deve facilitar bastante a vida dos social media, já que vai centralizar quase todo o trabalho de atendimento online em um único lugar.

A fonte que divulgou o rumor não informou se o WhatsApp também fará parte da unificação, mas tudo indica que sim. O Facebook não fez nenhum comentário oficial sobre o rumor.

Novas parcerias

O Google fechou uma parceria com a Logitech e vai oferecer hardwares para serem usados no aplicativo Hangouts Meet, a solução de conferências online voltado para o mundo corporativo. As empresas vão poder escolher entre três opções de pacotes que incluem: um computador pré-configurado, uma câmera para videoconferência e um controlador com tela sensível ao toque.

Segundo eles, com a novidade, as empresas poderão fazer reuniões com vídeos de alta qualidade por um valor menor que dos sistemas tradicionais - com preços a partir de US$ 3 mil. As soluções de videoconferências são para reuniões pequenas, médias e grandes, que podem ultrapassar até 12 pessoas. E os participantes podem, inclusive, colaborar uns com os outros usando apps do GSuite, como o Google Agenda, por exemplo.

Além da Logitech, o Google também fechou uma parceria com a Acer para fabricação do Chromebase, um aparelho multiuso desenvolvido para o Hangouts Meet. Quem ficou interessado, deve fazer a inscrição no site oficial do serviço.

Do Canadá para o mundo

O Slack vai se tornar uma empresa de capital aberto. A companhia entrou esta semana com o processo para se tornar pública e vai poder optar por um IPO (Oferta Pública Inicial), ou, um DPO (Oferta Pública Direta) - uma forma mais fácil de IPO.

Assim como fez o Spotify, no DPO, o Slack faria a abertura de capital de forma confidencial, destinado apenas para empresas com faturamento menor que US$ 1 bilhão anual.

IPOs e aquisições tem lado positivo e negativo. Eles podem trazer novas oportunidades, abrir mercados e até investimentos em novos produtos. Mas a cultura inovadora de startups pode ir se perdendo à medida que mais pessoas tomam decisões dentro da empresa e que o serviço tenta atrair um mercado de massa.

De olho no futuro

Uma nova aquisição agitou o mercado financeiro esta semana. A Tesla anunciou que chegou a um acordo para comprar a Maxwell Technologies, uma empresa especializada no desenvolvimento de baterias. Ela também é pioneira no desenvolvimento de uma tecnologia de eletrodos a seco, que pode revolucionar a indústria de baterias nos próximos anos.

Isso faz parte de um super plano de Elon Musk para aumentar a produção e, consequentemente, as vendas em 2019. Outra parte do plano inclui a construção de uma mega fábrica na China.

A Tesla vai comprar 100% das ações da Maxwell com uma transação total de nada menos que 218 milhões de dólares.

No ouvido do povo

O Spotify divulgou os resultados financeiros do quarto trimestre de 2018 (período entre outubro e dezembro de 2018), que revelam um crescimento saudável na quantidade de assinantes da plataforma de streaming.

A empresa fechou o período com rendimentos de € 1,5 bilhão (cerca de R$ 6,32 bilhões), que representou um aumento de 30% do período anterior. Já o lucro da empresa aumentou 42%, passando de € 282 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) para € 399 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão).

Esse crescimento veio principalmente pelo aumento do número de usuários premium da plataforma, que cresceu 36% desde o último trimestre de 2017, alcançando o número de 96 milhões de usuários pagantes. Esses usuários contribuem com 89% de toda a receita gerada pelo app, enquanto os outros 11% provêm da vinculação de anúncios para os usuários gratuitos.

Save the date

A Microsoft anunciou a data para a sua conferência anual de desenvolvedores. A Build 2019 ocorrerá entre os dias 6 e 8 de maio no Washington State Convention Center em Seattle, nos Estados Unidos.

O evento discute as mais recentes ferramentas e tecnologias disponíveis para desenvolvedores. As inscrições começam em 27 de fevereiro no site da empresa. Já a agenda oficial do evento será divulgada no fim do mês.

De volta ao topo

A Apple recuperou a posição de empresa mais valiosa dos Estados Unidos, segundo relatório de resultados financeiros, atingindo valor de mercado de US$ 821,59 bilhões e com suas ações subindo para US$ 174,24 ao final das negociações. Com isso, a empresa superou suas rivais Microsoft e Amazon, que chegaram a US$ 813,48 bilhões e US$ 805,70 bilhões, respectivamente.

A Maçã pode estar de volta ao topo, mas nem todos os seus produtos seguem na mesma linha. Os alto-falantes inteligentes, por exemplo, representam apenas 6% do mercado norte-americano, de acordo com levantamento da Consumer Intelligence Research Partners. A agência de estatística apontou que os HomePods ainda estão bem atrás dos seus principais concorrentes no mercado americano, que conta com 66 milhões de unidades vendidas. O Amazon Echo é líder isolado e detém 70% da base instalada, contra 24% do Google Home.

Paquera online em alta

Empresa controladora do Tinder, a Match Group divulgou resultados financeiros do quarto trimestre de 2018, revelando que a companhia ganhou 1,2 milhão de assinantes somente no ano passado, fechando 2018 com US$ 805 milhões de receita. O total é quase o mesmo obtido pelos seus concorrentes, que somam juntos US$ 872 milhões.

O Tinder tem o objetivo de focar em uma faixa etária mais jovem, entre 18 a 22 anos, através do Tinder U. A companhia está em expansão para fora dos Estados Unidos, focando no Japão, Índia e Coreia do Sul.

Além do Tinder, todo o Match Group está em crescimento. A companhia lançou recentemente um aplicativo chamado Ship, projetado para usuárias mulheres, e também adquiriu o app Hinge.

Obstrução de justiça

O governo dos Estados Unidos entrou com ações judiciais contra a Huawei e sua diretora financeira, Meng Wanzhou, acusando a fabricante chinesa de fraude bancária e eletrônica, obstrução de justiça e roubo de tecnologia da operadora T-Mobile.

Parte das acusações foram anunciadas para a extradição de Meng do Canadá, que foi presa em dezembro do ano passado a pedido do governo dos EUA, sendo liberada posteriormente sob fiança. Atualmente, a executiva está hospedada com membros de sua família em Vancouver enquanto aguarda decisão de um tribunal canadense sobre a sua extradição para os Estados Unidos.

De acordo com as autoridades norte-americanas, Meng utilizou a empresa Skycom, de Hong Kong, para intermediar relações com o Oriente Médio para negócios no Irã, além de supostamente ter roubado a tecnologia Tappy da T-Mobile. A operadora solicitou indenização de US$ 500 milhões, mas acabou recebendo somente US$ 4,8 milhões em maio de 2017. A Huawei contestou as acusações.

Tecnologia supersônica

A Boeing e a Aerion fizeram uma parceria para acelerar o desenvolvimento do jato executivo supersônico AS2, projetado para voar a uma velocidade equivalente a Mach 1.4 (1.728 quilômetros por hora), atendendo aos requisitos ambientais.

O AS2 poderá encurtar um voo transatlântico entre os Estados Unidos e a Europa em três horas. Os investimentos em seu desenvolvimento já chegam perto dos US$ 4 bilhões, com grande parte do financiamento fornecido pelo bilionário Robert Bass.

Além de Boeing e Aerion, outras empresas estão investindo nesse mercado. A Lockheed Martin está desenvolvendo um avião de testes supersônico em parceria com a NASA, e a Airbus patenteou conceitos para uma aeronave supersônica movida a foguete.

Os termos financeiros da parceria não foram divulgados, mas a Boeing informou que fornecerá recursos de engenharia, fabricação e testes de voo à Aerion.

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